Recadinho da professora Emanuele da Rosa Meneses
Uma
série de pesquisas científicas demonstrou que o uso de máscaras faciais durante
surtos de doenças virais como a causada pelo coronavírus 2019
(COVID-19) só demonstrou ser eficaz para proteger os profissionais de saúde e
reduzir o risco de pacientes doentes espalharem a doença.
Com
base nessas evidências, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização
Mundial da Saúde (OPAS/OMS) recomenda o uso de máscaras faciais para:
• Pessoas que apresentam
sintomas respiratórios, como tosse, espirros ou dificuldade em respirar, mesmo
quando procuram atendimento médico, para proteger as pessoas ao seu redor.
• Pessoas (incluindo
familiares) que prestam atendimento a pessoas com sintomas respiratórios.
• Profissionais de saúde,
quando entram em uma sala com pacientes ou quando tratam um indivíduo com
sintomas respiratórios e de acordo com o tipo de atendimento que será prestado.
Em
nenhuma dessas circunstâncias, o uso somente de uma máscara facial garante a proteção contra
infecções e deve ser combinado com outras medidas de proteção pessoal, como
higienizar as mãos, manter distância de pessoas com sintomas e praticar a
etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o
cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e
higienizar as mãos).
“Nenhuma
medida preventiva é 100% eficaz para prevenir infecções, mas praticar todas
elas de maneira conjunta podem reduzir as chances de disseminação da infecção”,
disse o vice-diretor da OPAS, Jarbas Barbosa.
Recomendações para o público em geral
Os
estudos não demonstraram um benefício claro do uso de máscaras para pessoas
saudáveis. Algumas pesquisas mostram que as pessoas podem ser infectadas
tocando em uma máscara contaminada que estavam usando ou removendo-a
incorretamente.
Em um surto como o COVID-19, as
seguintes medidas podem ajudar as pessoas a reduzir suas chances de serem
infectadas:
• Lave as mãos com frequência
ou use um desinfetante para as mãos à base de álcool. Sempre lave com água e
sabão quando as mãos estiverem visivelmente sujas.
• Evite tocar o nariz ou a
boca, que são vias comuns de infecção.
• Evite multidões e limite suas
visitas a espaços fechados com pessoas.
• Evite o aperto de mão e
outras formas de contato físico.
• Mantenha uma distância de
pelo menos um metro (3 pés) de qualquer pessoa que tenha sintomas respiratórios
(por exemplo, tosse ou espirro).
Se a pessoa tiver sintomas como
tosse, espirros ou dificuldade para respirar, as recomendações são:
• Usar uma máscara facial, se a
pessoa estiver infectada, para evitar a propagação da doença.
• Se não usar máscara, mas
estiver tossindo e espirrando, é fundamental cobrir o nariz e a boca com o
cotovelo dobrado ou com um lenço de papel – em seguida, jogar fora o lenço e
higienizar as mãos.
“Este é
um novo vírus”, disse Barbosa, referindo-se ao COVID-19, “então ainda estamos
coletando informações sobre ele. Mas as evidências já disponíveis mostram que é
semelhante o suficiente a outros vírus e estamos bastante confiantes de que
essas recomendações são boas dicas para reduzir as chances de infecção”.
Fontes: OPAS/OMS Brasil
Disponível em: https://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/5254-mascara-coronavirus.html
Acesso em: 5 abr. 20
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